Diversas instituições tentam preservar idiomas nativos....
PORTO PRÍNCIPE, Haiti – Antes do terremoto, as temporadas de chuvas e furacões já assustavam o Haiti, mas agora o medo se instalou e é crescente, já que milhares estão alojados em abrigos frágeis. Segundo a Organização Metereológica Mundial (WMO), o período de chuvas começa em abril e, dois meses após, é a temporada de furacões. “Se um furacão atingir o Haiti frontalmente, a perda de vidas será grave, uma vez que a moradia temporária de milhares de pessoas são abrigos muito frágeis, que podem ser varridos completamente, escreveu em um blog Cameron Sinclair, cofundador do grupo sem fins lucrativos Arquitetura para a Humanidade, conforme a Reuters. Secretária-geral assistente da ONU para redução do risco de desastres, Margareta Wahlstrom também concorda com a previsão de Sinclair. De acordo com a Reuters, considerando-se que Port-au-Prince recebe uma média de 230 milímetros de chuva, que, algumas vezes, chega a 50 milímetros em apenas duas horas durante a alta temporada de chuvas que ocorre no mês de maio. “Port-au-Prince foi construída sobre declives e montanhas vulneráveis. Com as chuvas, o solo se abranda e começa a se desprender, provocando deslizamentos de terra, como já ocorreu no passado, derrubando escolas e causando muitas mortes", disse Wahlstrom à Reuters. Dizem os especialistas que a prova ocorreu em 2008, quando várias tempestades caíram sobre o país, provocando imensos danos e, segundo a Reuters, causando a morte de mais de 800 pessoas. As tempestades também deixaram milhares de desabrigados ou com grande necessidade de ajuda, uma vez que o Haiti está sujeito a desmoronamentos de terra e às fortes correntes, em virtude de desmatamentos que deixaram as montanhas sem árvores. A principal razão do desmatamento é o uso da madeira como fonte de carvão para abastecimento energético. “Temos um grande desafio no fornecimento de abrigos emergenciais – sentimos que estamos deixando a carga para trás e que estamos fazendo o que é certo agora, e que seremos capazes de realizá-lo”, disse Kristen Knutson, porta-voz do escritório da ONU que coordena os esforços de ajuda internacional em entrevista telefônica do Haiti para a Reuters. Knutson declarou que grupos de ajuda internacional estão utilizando materiais plásticos para construir abrigos, uma alternativa para tecidos e madeira, mas essa não é a solução em termos de moradia, segundo a Reuters.
Povo de Serra Leoa faz doações às vítimas do terremoto
Jimmy B, músico e produtor de Serra Leoa, escreveu uma música para o Haiti e executou-a em um concerto que arrecadou dinheiro para ser doado aos esforços de ajuda às vitimas do terremoto, reporta o Voice of America (VOA). O concerto ocorreu na cidade de Freetown, que contou com a participação de 20 artistas que cantaram gratuitamente, incluindo o rapper Emmerson e a cantora liberiana Miatta Fambuleh. O concerto foi realizado em um dos países mais pobres do mundo, mas arrecadou a soma de US$ 8.500 – o que não foi pouco, já que os preços dos tickets vendidos estavam abaixo de US$ 3. A doação vem no encalço dos US$ 100 mil doados pelo presidente de Serra, Leoa Ernest Bai Koroma, em nome do país, em 20 de janeiro. “Organizamos este concerto beneficente, e o primeiro motivo é para que o povo haitiano saiba que, apesar de dividirmos a mesma posição no índice de desenvolvimento humano, a pobreza não é uma desculpa para que não sejamos tocados pela situação”, ressaltou o organizador do evento, Naasu Fofana, à VOA. A arrecadação do concerto será encaminhada a duas entidades: One Dome At A Time, que constrói casas de baixo custo e resistentes a terremotos, e para a entidade Lamp for Haiti, que fornece serviços médicos em uma das favelas mais pobres de Port-au-Prince.
Senadores pedem que bancos reuduzam taxas
Segundo a Bloomberg, os senadores americanos John Kerry e Evan Bayh pediram que Western Union Co. e MoneyGram International eliminem ou reduzam as taxas das transferências de dinheiro para o Haiti até o mês de junho. Kerry, que lidera o Comitê de Relações Exteriores e, Bayh, representante do Comitê Bancário, declararam que a isenção das taxas, que está em torno de 7% a 9%, beneficiaria muito os esforços de recuperação do país. Após o desastre natural, as empresas reduziram as taxas, mas não o suficiente, segundo Kerry, representante de Massachusetts, e Bayh, representante de Indiana. “Apreciamos seus esforços iniciais, mas há a necessidade de que este compromisso se prolongue, porque para muitos haitianos, as remessas são sua fonte de sobrevivência”, escreveram ambos os democratas em uma carta publicada pela Bloomberg. “Com sua ajuda, os haitiano-americanos, que se sacrificaram para enviar remessas, verão que suas famílias que precisam desesperadamente desse dinheiro, receberão mais”. No início deste mês, o Banco de Desenvolvimento Interamericano (BID) apontou que custaria cerca de US$ 13,9 bilhões para reconstruir a nação destruída, segundo a Bloomberg. O economista do Banco Mundial, Dilip Ratha, escreveu em sua página na Internet que o Haiti recebe entre US$ 1,5 bilhão e US$ 1,8 bilhão em remessas anuais.
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