Diversas instituições tentam preservar idiomas nativos....
ASUNCIÓN, Paraguai – Cidadãos e organizações paraguaias estão organizando bazares e coletando doações para ajudar sobreviventes no Haiti.
Logo após o Haiti ter sido sacudido pelo massivo terremoto em 12 de janeiro, organizações civis de várias partes do Paraguai se mobilizaram para prestar socorro à nação empobrecida. O país lançou o programa Plataforma Cidadã de Ajuda ao Haiti e, para intensificar seus esforços, a frente reuniu várias organizações, incluindo o Grupo de Feministas do Paraguai.
“Feministas bem conhecidas morreram no Haiti em virtude do terremoto – Magalie Marcelin, Anne Marie Coriolán e Miriam Merlet”, disse Dr. Clyde Soto, do centro paraguaio de documentação e estatística, sendo ela mesma uma feminista bastante conhecida.“Nós decidimos contatar organizações internacionais que prestam ajuda a mulheres no Haiti.”
O grupo feminista organizou um 'mercado das pulgas' na esquina do shopping center Mariscal López e da Rua Palma, uma das áreas mais movimentadas no centro de Assunção. Os US$4,000 arrecadados serão doados para a organização saúde feminina e coletiva.O grupo, que ajuda mulheres que sobreviveram ao terremoto, está instalado num acampamento situado entre a República Dominicana e o Haiti.
Soto diz que, embora o montante seja considerado irrisório se comparado aos milhões doados por outras organizações internacionais, a soma "é provavelmente muito maior do que seríamos capazes de doar individualmente".
Ao mesmo tempo, a Pastoral Social Arquidiocesana do Paraguai lançou uma campanha mais ambiciosa para levantar fundos, sob o slogan: “Unidos pelo Haiti. Ninguém é tão pobre que não possa dar, nem tão rico que não precise receber.” A campanha, que coleta doações de paroquianos nas missas, já arrecadou US$ 60 mil dos US$ 100 mil que ambiciona. A organização também tem representantes em esquinas coletando doações de motoristas.
“Também abrimos uma conta-corrente, Pastoral Social – Emergências Haiti, no banco Interbanco , e a resposta tem sido bastante positiva,” disse o secretário executivo da Pastoral, Ricardo González. “O dinheiro irá para a Caritas Haiti – uma organização Católica que colabora com a Caritas Internacional.”
González disse que a campanha, que seguirá até o final do mês - mesmo que não atinja o alvo monetário de US$ 100 mil “é inspiradora” porque ele tem visto desde crianças, que tiram dinheiro dos seus cofrinhos, a empresários ricos que abrem suas carteiras colaborarem com a iniciativa.
Mas Rubén Valdez, capitão sênior do corpo de bombeiros voluntário do Paraguai, fez um tipo de doação diferente. Ele foi um dos 13 voluntários paraguaios que foram ao Haiti para retirar corpos dos escombros e distribuir toneladas de primeiros socorros enviados pelo governo paraguaio.
O socorro provido pelo Paraguai é impressionante, considerando que 38% de seus seis milhões de habitantes vivem na pobreza, de acordo com o departamento de estatísticas, pesquisa e censo.
“[Há paraguaios que] não vivem em boas condições, mas os haitianos [apenas] sobrevivem,” disse Valdez. “Um litro de água pode fazer toda a diferença. Significa a esperança de continuar vivo no dia seguinte. É imperativo não somente que os ajudemos, mas que também respeitemos sua dignidade, como indivíduos e país. Eles não querem caridade. Eles querem ajuda por meio de programas de desenvolvimento sustentável para que se reconstruam como país.”
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