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CIUDAD JUÁREZ, México – Cerca de 2.000 policiais estão refugiados em hotéis de Ciudad Juárez, a cidade mais violenta do México, depois que uma gangue de drogas ameaçou matar um agente por dia caso o chefe de polícia, Julián Leyzaola, se recusasse a pedir demissão. Na foto, Leyzaola (centro), investiga uma cena de crime, em 25 de janeiro, em que dois policiais foram baleados enquanto multavam um motorista. (José Luis González/Reuters)

CIUDAD JUÁREZ, México – Cerca de 2.000 policiais estão refugiados em hotéis de Ciudad Juárez, a cidade mais violenta do México, depois que uma gangue de drogas ameaçou matar um agente por dia caso o chefe de polícia, Julián Leyzaola, se recusasse a pedir demissão. Na foto, Leyzaola (centro), investiga uma cena de crime, em 25 de janeiro, em que dois policiais foram baleados enquanto multavam um motorista. (José Luis González/Reuters)

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Unasur se reúne em Quito

Presidentes se reúnem para elaborar plano de ajuda ao Haiti

Por Freddy Paredes para Infosurhoy.com — 09/02/2010


				O presidente haitiano René Préval se reuniu com vários presidentes dos países membros da Unasur para discutir programa de ajuda. (Imagens Joe Raedle/Getty )

O presidente haitiano René Préval se reuniu com vários presidentes dos países membros da Unasur para discutir programa de ajuda. (Imagens Joe Raedle/Getty )

QUITO, Equador – Quatro dos 12 presidentes que compõem a União das Nações Sulamericanas (Unasur), juntamente com o presidente haitiano, René Préval, encontraram-se para coordenar programas de ajuda ao Haiti.

Álvaro Uribe, da Colômbia; Alan García, do Peru; Fernando Lugo, do Paraguai, e Rafael Corrêa, do Equador – este último presidente da UNASUR – e delegações de oito outros países devem assinar a Ata de Quito (Memorando de Ação de Quito) em 9 fevereiro.

De acordo com Ricardo Patiño, recentemente designado ministro de relações exteriores do Equador, o documento conterá o plano de ação para reconstruir o Haiti. O terremoto do dia 12 de janeiro matou mais de 200 mil, deixou um milhão de pessoas desabrigadas, e a infra-estrutura do país empobrecido em ruínas.

Comissões técnicas dos 12 países têm trabalhado desde a semana passada para formular plano que visa a atender as necessidades mais urgentes do Haiti, que foram apresentadas por Préval a Corrêa já durante uma reunião em 29 de janeiro no Haiti.

Préval solicitou ajuda para restaurar instituições de governo, visto que a sede do governo e outros prédios públicos foram destruídos pelo desastre natural, que deixou vários trabalhadores presos sob os escombros.

Ele também solicitou colaboração na construção de edifícios e estradas, o que aliviará tensão gerada pelo sério problema de habitação em Port-au-Prince. Préval disse ainda que seu país precisa de ajuda para restabelecer a produção de alimentos e para reflorestar o país. Ele também pediu que governos de outros países permitissem a entrada de haitianos em seus territórios.

O Equador já recebeu aproximadamente 450 haitianos.

Está sendo considerada ainda a possibilidade de se abrir um escritório da Unasur em Port-au-Prince.

"[Nós] temos de propor novas formas de cooperação", disse Corrêa durante seu programa "Aliança Cidadã", que foi ao ar no dia 6 de fevereiro. "Este é o objetivo do encontro da [Unasur], ver como nós podemos apoiar o Haiti, não apenas no momento de emergência, mas a médio e em longo prazo. Nós queremos ajudar o país ao longo de seu caminho para o desenvolvimento."

No entanto, em meio à solidariedade para com o Haiti, agravam-se as tensões subjacentes entre o Equador e Colômbia, de acordo com um alto-oficial equatoriano que preferiu não se identificar.

As relações diplomáticas entre o Equador e a Colômbia são tênues. Uribe está fazendo sua primeira viagem ao Equador desde que Correa cessou relações diplomáticas com a Colômbia em 2008, devido ao bombardeio de um campo ilegal das FARC no Equador.

No entanto, a Unasur poderia emergir da reunião no Equador muito mais fortalecida se seus líderes colocassem as diferenças de lado e provassem que podem trabalhar juntos para ajudar o Haiti, de acordo com o diretor da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Adrián Bonilla.

"Isso mostraria que os presidentes reconhecem que há diferenças e conflitos", disse Bonilla. "Mas eles podem trabalhar eficazmente na busca de um consenso [para ajudar o Haiti]."


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