Diversas instituições tentam preservar idiomas nativos....
QUITO, Equador – Quatro dos 12 presidentes que compõem a União das Nações Sulamericanas (Unasur), juntamente com o presidente haitiano, René Préval, encontraram-se para coordenar programas de ajuda ao Haiti.
Álvaro Uribe, da Colômbia; Alan García, do Peru; Fernando Lugo, do Paraguai, e Rafael Corrêa, do Equador – este último presidente da UNASUR – e delegações de oito outros países devem assinar a Ata de Quito (Memorando de Ação de Quito) em 9 fevereiro.
De acordo com Ricardo Patiño, recentemente designado ministro de relações exteriores do Equador, o documento conterá o plano de ação para reconstruir o Haiti. O terremoto do dia 12 de janeiro matou mais de 200 mil, deixou um milhão de pessoas desabrigadas, e a infra-estrutura do país empobrecido em ruínas.
Comissões técnicas dos 12 países têm trabalhado desde a semana passada para formular plano que visa a atender as necessidades mais urgentes do Haiti, que foram apresentadas por Préval a Corrêa já durante uma reunião em 29 de janeiro no Haiti.
Préval solicitou ajuda para restaurar instituições de governo, visto que a sede do governo e outros prédios públicos foram destruídos pelo desastre natural, que deixou vários trabalhadores presos sob os escombros.
Ele também solicitou colaboração na construção de edifícios e estradas, o que aliviará tensão gerada pelo sério problema de habitação em Port-au-Prince. Préval disse ainda que seu país precisa de ajuda para restabelecer a produção de alimentos e para reflorestar o país. Ele também pediu que governos de outros países permitissem a entrada de haitianos em seus territórios.
O Equador já recebeu aproximadamente 450 haitianos.
Está sendo considerada ainda a possibilidade de se abrir um escritório da Unasur em Port-au-Prince.
"[Nós] temos de propor novas formas de cooperação", disse Corrêa durante seu programa "Aliança Cidadã", que foi ao ar no dia 6 de fevereiro. "Este é o objetivo do encontro da [Unasur], ver como nós podemos apoiar o Haiti, não apenas no momento de emergência, mas a médio e em longo prazo. Nós queremos ajudar o país ao longo de seu caminho para o desenvolvimento."
No entanto, em meio à solidariedade para com o Haiti, agravam-se as tensões subjacentes entre o Equador e Colômbia, de acordo com um alto-oficial equatoriano que preferiu não se identificar.
As relações diplomáticas entre o Equador e a Colômbia são tênues. Uribe está fazendo sua primeira viagem ao Equador desde que Correa cessou relações diplomáticas com a Colômbia em 2008, devido ao bombardeio de um campo ilegal das FARC no Equador.
No entanto, a Unasur poderia emergir da reunião no Equador muito mais fortalecida se seus líderes colocassem as diferenças de lado e provassem que podem trabalhar juntos para ajudar o Haiti, de acordo com o diretor da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Adrián Bonilla.
"Isso mostraria que os presidentes reconhecem que há diferenças e conflitos", disse Bonilla. "Mas eles podem trabalhar eficazmente na busca de um consenso [para ajudar o Haiti]."
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